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13/12/2022

PORQUE TENHO QUEDA DE CABELO PÓS COVID?

O nosso cabelo exterioriza tudo aquilo que nós sentimos e tudo o que o nosso organismo sofre, desde doenças virais (que vai de uma simples gripe até uma infecção pelo SARS-CoV-2) como também as doenças autoimunes. Isso acontece porque o nosso corpo tende a priorizar o combate à doença, consumindo, portanto, um aporte maior de nutrientes, como as vitaminas e minerais, e deixando o aporte de nutriente para o cabelo em segundo plano.

Uma das diferenças entre os eflúvios, gerados pelo stress ou outros distúrbios, do eflúvio pós Covid, é que nos eflúvios pós Covid identificou-se uma queda mais precoce, cerca de menos de 1 mês após o acometimento da doença, já nos outros casos de eflúvio, a queda acontece cerca de 3 a 4 meses após o evento que o gerou.

Existe ainda muito a se estudar sobre os efeitos do vírus SARS-CoV-2 em relação a queda de cabelo, porém um estudo foi publicado, em jun de 2022, por pesquisadores brasileiros, que encontraram, por meio de uma biopsia, o vírus SARS-CoV-2 no folículo piloso em fase anágena (fase de crescimento). Esse estudo foi feito em uma paciente de 25 anos, que foi acometida pelo vírus SARS-CoV-2 e que teve queda intensa de cabelos. Foi realizado um teste de tração positivo para os fios em fase anágena, e com os resultados da biópsia revelaram que o cabelo estava de fato na fase anágena e que não havia inflamação ao redor do folículo piloso. Como os pacientes apresentaram uma queda de cabelo intensa em menos de um mês após o acometimento da doença, levantou-se a hipótese de que o vírus tenha ação direta na fisiologia das células do folículo piloso. (Mazeto; et al., 2022)

Ou seja, no eflúvio pós Covid temos o desprendimento dos fios em fase anágena (fase de crescimento), ocasionando uma fase anágena distrófia (frouxa), já em outros casos de eflúvio os fios que estão na fase anágena entra em uma fase de repouso precocemente e depois de alguns meses tem-se a queda desse fio na fase telógena (fase de queda). Esse estudo trouxe indícios de que o vírus seja realmente capaz de interromper o ciclo capilar, ocasionando a queda precoce dos fios.

Fonte: Mazeto, I F S et al. “Ultrastructural evidence for anagen hair follicle infection
with SARS-CoV-2 in early-onset COVID-19 effluvium.” Journal of the European
Academy of Dermatology and Venereology: JEADV vol. 36,11 (2022).

 

ADRIANA MAIA
Engenheira Química – Pós-graduada em Tricologia Cosmética.